Nesta coluna do nosso blog,
registraremos um pouco das historias marcantes de muitos Ex-jogadores do
futebol Parintinense. Aqui eles contam um pouco dos melhores momentos que viveram
quando ainda jogavam bola. Muitos tiveram oportunidades de atuar em equipes a
nível nacional e internacional. Para muitos são momentos inesquecíveis, tempos
bons que não voltam mais.
Tudo isto, foi preparado com
muito carinho e responsabilidade, baseado nos relatos de cada um, e confirmado
por muitos que vocês irão ler.
Sérgio Brasil de Souza, o “Sacurá”
Sérgio Brasil de Souza, 69
anos, é conhecido desde sua infância por “Sacurá”. Nasceu em 07 de setembro de
1945, em Monte Alegre, Estado de Pará. Antes de chegar ao Amazonas, morou nas
cidades paraenses de Alenquer e Santarém. Viúvo tem sete filhos, fruto de um
casamento que durou mais de 40 anos.
Começo
Iniciou sua vida no futebol
em 1962, no Clube São Francisco de Alenquer, depois foi para o Botafogo da
segunda divisão. Em 1963 foi para o Anhingal jogar na primeira divisão. Em
64/65 foi para Santarém, onde atuou no São Francisco por um curto período,
aproximadamente, seis meses.
Em 1968 chegou a Parintins,
já com 23 anos de idade quando uma equipe de Parintins foi até Monte Alegre e
trouxeram cinco jogadores. Com o tempo, quatro dos cinco atletas retornaram e
Sacurá permaneceu na cidade, onde iniciou sua jornada no time do Nacional Esporte
Clube. Foram 14 anos de dedicação ao time de 68 a 82.
Conquista
Como atleta, conquistou pelo
Nacional, três títulos em 71, 75 e 76 e um título pela Seleção Parintinense de
futebol, por volta do ano de 1975, em Manaus.
Marcante
Para Sacurá a conquista do título
em 1971 ainda é uma marca inesquecível. “Nesse ano nossa equipe era um timaço. Os
atletas eram como uma família. Havia união entre o grupo e fomos campeões
invictos. Nesta partida, marquei dois gols e o Jurandir marcou o terceiro gol”,
declarou o atleta. Ele conta que nesse jogo um torcedor pôs em prêmio um rádio
para o atleta que fizesse o gol da vitória. O time ganhou mais quem recebeu o rádio
foi o Jurandir. “Eu marquei dois gols e o Jurandir marcou só um e ficou com o rádio – não foi justo”, brincou Sacurá.
Frustração
Em uma partida realizada
pelo campeonato entre Nacional e uma equipe que Sacurá não tem na lembrança o
nome do clube, um dos atletas da equipe adversária foi orientado a entrar em
campo com objetivo te atingi-lo e tirá-lo de campo. O atleta atendendo ao pedido
de quem o orientou a fazer tal façanha, em uma jogada desproporcional acertou-o
com a chuteira na altura da coxa, lhe deixando fora do jogo.
Futebol
Hoje
Sacurá não acompanha o
futebol de hoje, apesar de ser botafoguense, quando era jovem passava maior
parte do seu tempo jogando bola, era pela manhã, tarde e noite. “Deixei de ir
ao estádio desde quando vi um episódio que me chocou muito, em uma partida de
futebol um jogador deixou de chutar a bola para chutar a cabeça do goleiro.
Este não é o futebol que vivíamos antes, no meu tempo o futebol era apaixonante,
bonito. Tínhamos amor pelo que fazíamos”, concluiu.
Por: Nelselino Santarem
Edição: Ednilson Maciel
Postado: Em Novo Horizonte, 2014




