Nesta coluna do nosso blog,
registraremos um pouco das historias marcantes de muitos Ex-jogadores do
futebol Parintinense. Aqui eles contam um pouco dos melhores momentos que
viveram quando ainda jogavam bola. Muitos tiveram oportunidades de atuar em
equipes a nível nacional e internacional. Para muitos são momentos
inesquecíveis, tempos bons que não voltam mais.
Tudo isto, foi preparado com
muito carinho e responsabilidade, baseado nos relatos de cada um, e confirmado
por muitos que vocês irão ler.
Alexandre Machado nasceu no dia
24 de abril de 1932, na Rua Getúlio Vargas, Parintins. Ainda criança ganhou o
apelido de IAIÁ, porém não sabe explicar o motivo do agrado. Estudou o primeiro
ano no grupo escolar Araújo Filho, hoje escola do estado referência em
Parintins, localizada à Rua Rui Barbosa, centro da cidade. Casou-se e teve com a
esposa (falecida) sete filhos. Está com
82 anos e sobrevive com o salário da aposentadoria. Está viúvo e continua
morando no mesmo endereço.
Começo
Iniciou sua jornada como atleta
aos 19 anos de idade, na equipe do Sul América, jogando no segundo quadro
(equipe de base hoje) Após alguns anos na equipe de base passou a integrar a
equipe principal. A partir de sua ida para o primeiro quadro, modo de falar de
sua época, começou as conquistas de título pelo time que, segundo ele, é o time
do coração.
Conquista
Como jogador conquistou quatro
títulos (de 1950 a 1953) todos pelo Leão azul da cidade. Dos títulos ganhos,
ficou guardado na lembrança dele o de 1950. “Nesse ano fomos campeões invictos
Nosso time era muito bom, ganhamos o Amazonas na final”, destaca.
Novo time
“Quando jogador tive a
oportunidade de jogar em Itacoatiara, joguei na Lusa e no Brasil, e ainda
disputei uma Copa Inter Municipal em Manaus pela seleção de Itacoatiara. Não
cheguei a ser campeão jogando na seleção mais ganhei experiência. Depois fui
para Maués e disputei um campeonato pela equipe do Guarani. Após retornar a
Parintins joguei na equipe do Amazonas onde encerrei minha carreira como
jogador”, lembra Machado.
Futebol da época
“Em meu tempo o futebol era bem
animado, vibrante. Quando os times iam jogar a cidade ficava agitada. Desde
cedo as pessoas se mobilizavam, vestiam suas camisas e colocavam suas bandeiras
enfrente suas casas, principalmente quando era jogo clássico”, lembra IAIÁ. O
atleta reforça o que alguns ex-jogadores já disseram neste quadro: o estádio
Tupy Cantanhede ficava pequeno para o grande número de torcedores que iam
prestigiar os jogos no estádio.
Momentos marcantes
Seu Alexandre lembra alguns
momentos marcantes e engraçados da vida dele como atleta, um deles foi quando numa
partida amistosa entre Sul América de Parintins e Brasil de Itacoatiara. Ele
conta que nesse ano estava defendendo o Brasil e o time Leão Azul de Parintins
estava vencendo de 1 a 0 e um dos lances da partida ele recebeu uma bola,
driblou a defesa e o goleiro, e na hora de finalizar a jogada deu um jeitinho e
escorregou, caiu e chutou a bola pra fora. Tinha tudo pra fazer o gol e se
fizesse empataria o jogo, porém o seu amor pelo time do coração falou mais alto
nessa hora. O resultado final desse jogo foi o placar de 1 a 1, mas o gol do
Brasil foi feito por outro jogador. “Estava jogando no Brasil, mas não tive
coragem de fazer um gol contra o meu time Sul América. Preferi dá um jeitinho
de não chutar aquela bola para o gol, alguns perceberam que não quis fazer
aquele gol”, conta ainda sorridente.
Futebol de hoje
Para o ex-atleta hoje não tem
mais futebol. Os jogadores não levam muito a sério o trabalho dentro do esporte.
Segundo ele, antes o futebol era jogado na raça e hoje não tem mais, acabou. Há
também muita individualidade entre os times e isso afeta o futebol de hoje.
Aos futuros atletas
Com a experiência adquirida ao
longo de sua jornada esportiva, seu Alexandre dá uma dica para os novos
atletas: levar a sério os treinamentos dedicar-se aos preparos físicos, que
segundo ele é fundamental para o bom desempenho na hora de atuar numa partida e
outra dica é evitar as bebedeiras. “Dedicação e responsabilidade faz um bom
atleta”, finaliza.
Por: Nelselino Santarém
Edição: Ednilson Maciel
Publicado: Em 2014, Jornal Novo Horizonte
Entrevistado: In Memoriam


