Nesta coluna do nosso blog registraremos
um pouco as historias marcantes de muitos Ex-jogadores do futebol Parintinense.
Aqui eles contam um pouco dos melhores momentos que viveram quando ainda
jogavam bola. Muitos tiveram oportunidades de atuar em equipes a nível nacional
e internacional. Para muitos são momentos inesquecíveis, tempos bons que não
voltam mais.
Tudo isto, foi preparado com muito carinho
e responsabilidade, baseado nos relatos de cada um, e confirmado por muitos que
vocês irão ler.
José
Osório Azedo Dray (Zico), nasceu em 27 do novembro de 1957, na Rua Sá Peixoto, Centro
da cidade, em frente ao Urubuzal (atual Quadra Poliesportiva Sílvio Miotto).
Estudou os primeiros anos no grupo escolar Araújo Filho, Escola Estadual
Senador Álvaro Maia, São José Operário e depois Colégio Nossa Senhora do Carmo,
primeiro técnico, segundo técnico até concluir o curso de Técnico em Contabilidade.
Trabalhou como servidor público municipal durante a gestão do prefeito Benedito
Azedo. No primeiro relacionamento teve cinco filhos. Atualmente é funcionário
da Empresa Eletrobrás Amazonas Energia. É casado com Dona Neuza Ramos Teixeira
Dray e reside na Rua Fausto Bulcão esquina com Rua Itacoatiara, bairro de São
Vicente.
Osório
ganhou o apelido de “Zico” de seus companheiros que jogavam na época em uma
equipe chamada de Seleção Carioca, onde os jogos eram disputados na CCE (Comissão
Central de Esporte). O apelido veio devido ao estilo de jogar do ídolo na época
Zico do Flamengo.
Trajetória no futebol
Iniciou
no futebol da primeira divisão em 1975 na equipe do Amazonas como jogador
reserva. Ele conta que por ser jovem e ter um corpo franzino não teve
oportunidade na equipe que ele considerava o time do coração. “Eu tinha condições
de ser titular na época, mas o treinador era o seu Parrudo e pelo fato de ser
jovem e ele pensava diferente de hoje, que muitos jogadores começam cedo no
futebol, às vezes o treinador colocava outro jogador que tinha menos
habilidades para jogar e eu ficava no banco de reservas. Também na época eles preferiam
pôr em campo sempre os atletas mais velhos para jogar e não davam muito valor
pra gente”, destaca.
Em
1976, a Seleção Parintinense de Futebol foi para Manaus e foi convidado a ir
junto com o grupo. “Foi bom essa temporada competindo em Manaus, me destaquei e
fui artilheiro, eu era atacante do time e depois fui até convidado a ficar na
equipe do Nacional, eles me prometeram que me dariam casa e estudo é preferi
volta para Parintins”, disse.
O
ex-atleta ao retornar para a Ilha e como tinha alguns amigos começou a treinar
no Sul América. E foi então que a diretoria fez uma reunião para acertar uma
viagem para Urucará. E só iriam para Urucará os atletas que assinassem na lista
do time azulão da cidade. Segundo Zico na época tinha muitos jogadores
experientes e dificilmente ganhariam vagas se assinasse e poderiam ficar no
banco de reservas encostados.
Depois
alguns atletas resolveram ir para a Praça da Prefeitura e, tiveram a ideia de
se criar uma nova equipe com jogadores que não tinham oportunidades nas equipes
que disputavam a primeira divisão. Foi então que surgiu a ideia de formar uma
equipe do Volta Redonda onde viajavam para as cidades e comunidades vizinhas.
Tempos depois em 1977, após de alcançar o número de sócios fundadores foi
fundada a equipe do Esporte Clube Parintins. Nesse mesmo ano a equipe do
Esporte Parintins participou do campeonato da primeira divisão, (Campeonato Parintinense
de Futebol). A primeira diretoria era formada por Raimundo Santana (presidente)
e professor Elias Moura (vice-presidente).
O
Esporte Clube Parintins sempre foi uma equipe forte desde quando foi fundada,
porém não conquistou títulos durante o período em que Zico atuou que foi de
1977 a 1983. “Nossa equipe vencia os torneios de aberturas e os jogos
classificatórios e quando chegava às finais nosso time amarelava, não sei o que
acontecia”, comenta.
Também
atuou em outras equipes da Ilha, participando de grandes jogos amistosos nas
cidades de Oriximiná, Óbidos, Urucará, Nhamundá, Terra Santa entre outras. Zico
também era velocista atleta de ponta da seleção estudantil. Após o fim da
carreira como atleta ainda treinou a equipe do Estrela e do Esporte Clube
Parintins.
Futebol da época
Para
José Osório, o futebol da época tinha comprometimento. Os jogadores tinham mais
responsabilidade. Todos levavam a sério os treinamentos. “Nossa preparação era
séria mesmo, a gente fazia o preparo físico no campo do Vasco do Parananema,
onde hoje é o aeroporto, tínhamos responsabilidade com o futebol”, comenta.
Segundo
ele os melhores jogos no estádio eram quando tinham os grandes clássicos
envolvendo, Amazonas, Sul América, Nacional e Esporte. Nos jogos clássicos o
torcedor comparecia em grande número. Antes tinhas as torcidas que vibravam com
suas equipes, Gersinho do outro lado ficava o César, tinha dona Chica e mulher
do cupido que vibravam com suas equipes, era emocionante o futebol da época.
“Na
época, o futebol na minha vida foi brilhante, hoje quando chego a alguns
lugares as pessoas. Na época que eu jogava futebol, eu gostava mais do futebol
do que da minha namorada. Às vezes ela me pedia pra ir buscá-la no colégio, no
momento do treino e eu ficava em cima do muro”, lembra Zico.
“O
futebol hoje em Parintins está sem graça. Está sem vibração. Não tem mais
motivação. O jogador de hoje não tem responsabilidade, se tem jogo no fim de
semana, dois dias antes ele está nos bares, hoje o futebol vai de mal a pior”,
finaliza.
Lembranças
Zico
tem na lembrança momentos bons e ruins do futebol quando atleta, das lembranças
boas o ele diz que na época que era jogador conquistou muitas amizades. “Fiz
muitos amigos até hoje sou conhecido pelas pessoas, aonde eu ando”, comenta.
Em
partida válida pelo Campeonato Parintinense de Futebol entre Esporte e
Corinthians, o ex-jogador lembra de um lance em que ele foi cruzar uma bola para
dentro da área, e no momento do chute a bola pegou efeito e foi para dentro do
gol. “Lembro que nesse lance o narrador era o Franco Costa “Peito de Aço”, e
ele narrava: ‘gooolaço, golaço, um chute sensacional a bola foi na gaveta’. O
chute não foi direcionado para o gol, a bola pegou rumo ignorado e foi para
dentro”, comemora.
Das
lembranças amargas, além de não conquistar nenhum título pelo Esporte Parintins,
Zico tem na memória uma partida de futebol envolvendo Amazonas e Urucará,
valendo pelo intermunicipal que foi realizada na cidade de Urucará. De acordo
com ele, o Amazonas, na época, convocou alguns atletas do Esporte Parintins
para fazer parte da equipe Rubro Negra naquela partida, uma vez que, alguns
atletas titulares do Amazonas não podiam viajar com a equipe. Do Esporte
Parintins viajaram com a delegação do Amazonas os jogadores: Paga, Walcy,
Marinho, Catoré e Zico.
“Passamos
maus momentos naquela cidade, o prefeito da época Mario Falabella (falecido)
nos espancou, perdemos o jogo de 3 a 1 a peso de pancada”, lembra Zico.
Outro
momento de frustração foi no primeiro jogo entre Garantido e Caprichoso no
estádio Tupy Cantanhede, Zico lembra que, dias que antecederam a partida, ele
se contundiu e ficou de fora do jogo. Mas o que ele considera ótimo foi que sua
equipe a Seleção do Caprichoso venceu.
Por: Nelselino Santarem
Postado: Em 2015, Jornal Novo Horizonte





