RELEMBRANDO GRANDES CRAQUES: WILSON CABRAL PORTILHO O (SOLÓ)

Nesta edição, contaremos a trajetória de um dos maiores craques de futebol desta Ilha. Durante sua vida no esporte, passou por vários clubes desta região, do Brasil e exterior. Wilson Cabral Portilho o “Soló”, nasceu em 26 de novembro de 1956, na Rua Jonathas Pedrosa- Centro. Estudou nas escolas Araújo Filho, Colégio Nossa Senhora do Carmo e concluiu o Ensino Médio na Escola Estadual “Brandão de Amorim”, depois de parar de jogar futebol. No primeiro relacionamento teve com sua companheira três filhos, e atualmente é casado com dona Nelma Rodrigues Martins, juntos têm dois filhos. Aos 58 anos de idade Soló exerce a função de vigilante do DSEI órgão do Governo Federal.

Começo

Iniciou a trajetória no futebol aos 14 anos de idade, jogando na equipe do São Cristóvão, permanecendo por um ano no time. Não conquistou títulos no seu primeiro clube. A segunda equipe que atuou foi a Jac Clube, na equipe colorada foi vice-campeão, perdeu o título para o Sul América em 1972. O terceiro clube foi o Sul América, na equipe atuou um período de três anos. A partir de sua boa atuação nas equipes de Parintins, Wilson foi visto com bons olhos pelos clubes de outras cidades, estados e até mesmo no exterior. 

Conquistas/atleta

Como atleta conquistou títulos pela equipe do Sul América em 73, 74 e 75. Nos primeiros que atuou, no time Leão Azul da cidade também conquistou títulos com a Seleção Parintinense de futebol. Em 73 diante a Seleção de Itacoatiara e em 74 vencendo a seleção Coari.  Em 1976 deixou a Ilha e foi para Santarém. Permaneceu por um ano, jogando amistoso devido à questão de transferência que era exigida quando um jogador ia de um Estado para o outro. Segundo o ex-craque o jogador era obrigado a ficar um ano sem jogar partida oficial.
No ano de 77 estreou como titular na equipe do São Raimundo e conquistou o campeonato local e no mesmo ano conquistou o intermunicipal pelo São Raimundo (Pantera Santareno). Em 1978 veio outro título santareno, outra vez diante a equipe do São Francisco. Em 1979 jogou parte da temporada no São Raimundo, mas antes da decisão deixou a equipe e foi para o Nacional de Manaus. No novo clube manauara foi titular do time que disputou o campeonato brasileiro (Bola de Ouro). Segundo o ex-jogador na época a equipe do Nacional ficou entre os oito melhores times do Brasil. Nesse mesmo ano conquistou o campeonato estadual, e nos anos seguintes também foi campeão em 80 e 81.
Em 1982 foi para o time da Tuna Luso de Belém do Para, na equipe paraense atuou um período de oito meses e logo foi para a equipe de Jorge Wilstermann na cidade de Cochabamba na Bolívia. Soló diz que seu passe pertencia ao Nacional e por motivo financeiro, a equipe vendeu seu passe para o time boliviano. No novo time conquistou três títulos, sendo um título nacional e dois títulos locais. Depois foi apara Venezuela jogar na equipe do América.
No América jogou e não conquistou títulos depois voltou para o Brasil e jogou no Atlético Goianiense, também não conquistou títulos. Depois retornou a Manaus e desta vez atuando no Rio Negro. No Rio Negro parou, após sofrer uma contusão. Terminada a jornada jogando fora o bom filho, ou “melhor”, o bom atleta volta a sua cidade natal e desta vez atuando nas equipes de Sul América, Amazonas e Esporte Clube Parintins.
Encerrou sua trajetória no futebol em 1994. Wilson ainda foi premiado como melhor Zagueiro do Norte Nordeste nos anos de 1979 e 1980 e teve o privilégio de jogar com grandes atletas de nome nacional.

Conquistas/treinador

Depois que encerrou sua trajetória como jogador e sem deixar o futebol, Soló iniciou sua jornada como treinador de futebol. Sua primeira equipe a treinar foi a equipe do Esporte Clube Parintins, no clube conquistou quatro títulos. Ainda treinou outros clubes como: Sul América, Corinthians, São Cristóvão, Nacional, JAC e outros e encerrou como treinador na equipe do Estrela do Norte. De todas as equipes que treinou só não trabalhou com a equipe do Botafogo do Paraná.

Momentos marcantes

Um dos momentos marcantes da jornada de Wilson Portilho foi quando a equipe do Vasco da Gama do Rio de Janeiro esteve em Santarém e participou da entrega de faixas do São Raimundo. Na época o ex- craque atuava na equipe mocoronga, e na partida contra o Vasco sua equipe venceu pelo placar de 3 a 0. Soló marcou diante do time Cruz Maltino. “Para mim este foi um momento importante poder jogar contra uma das melhores equipes do Brasil e ainda ganhar, isso é fabuloso”, comenta. Para ele este momento foi único e, ainda, foi convidado a participar de outros jogos amistosos que o Vasco realizou em outras cidades do norte do País. Outro momento marcante foi na partida de sua despedida no futebol em um jogo entre Botafogo do Rio e Sul América, nesta partida o ex-jogador marcou um dos gols no empate de 2 a 2 com o time alvinegro.

Futebol da época

“Antes o futebol era maravilhoso, tinha muitos atletas bons de bola, Parintins era menor, mas tinha um celeiro de craques. Tínhamos na época muitos campos e isso facilitava os treinamentos e outro ponto fundamental era que os jogadores levavam a sério os treinamentos”, lembra Soló. Para o ex-atléta, no tempo em que jogou futebol quando havia jogos a cidade ficava animada, tinha barulho nas ruas, os torcedores saiam com suas bandeiras em fim, era uma festa.

Futebol hoje

“Vejo o futebol hoje com muita tristeza, falta apoio do poder público municipal e estadual. Era pra termos um futebol bom nos dias de hoje, mas sem apoio não será possível trazer de volta futebol parintinense”, destaca Soló. 
Para Wilson, Parintins tem muitos talentos e só precisam de apoio e uma competição bem organizada. Ele também defende que para uma disputa de um campeonato, a Liga deveria fazer em dois grupos: os da primeira e segunda divisão. Desta forma, garante ele, que ficaria mais disputado o campeonato, e as equipes se interessariam mais, pois teria as equipes que cairiam e as equipes que subiriam para o primeiro escalão.
Outra opinião para resgatar o futebol seria fazer uma competição interbairros, assim poderia descobrir novos talentos e o torcedor certamente ia comparecer ao estádio para torcer não só para seu clube, mas para seu bairro.

Por: Nelselino Santarém
Edição: Ednilson Maciel
Postado: Em 2014, NH
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