A segunda equipe do Ex-Craque foi o Atlético
Sula América Clube, na equipe sulamba teve duas passagens: a primeira
permaneceu um período de 17 anos, antes de ir para outro time. Segundo Nilo,
sua passagem pelo Sul América foi brilhante, conquistou alguns títulos de 83,
84, 87, 90,91, 93 e 95. “O Sul América foi uma porta de entrada para o futebol,
apesar dos obstáculos, consegui vencer e aproveitar as oportunidades e fazer
nome no futebol parintinense”, comenta.
Em 1992 após desentendimento com o treinador do
Sul América, ele deixou o time “Leão Azul” da cidade e passou a atuar na equipe
do Amazonas, onde teve uma ligeira passagem.
Esporte
Clube
Na equipe Esporte Clube, Nilo Filho atuou por
cinco anos. Segundo ele, no novo time, além de jogar bem, pode também
conquistar alguns bens materiais. “Ouve uma valorização financeira pelo meu
futebol, a vida pessoas melhorou, consegui emprego, trabalhei e
consequentemente comprei o que precisava”, destaca. Nos cinco que permaneceu no
Esporte Clube Parintins, Nilo conquistou um bicampeonato, 2003 e 2004.
O ex-atleta fez parte também da equipe JAC Clube
em 2005 e 2006. Teve a oportunidade de ser convocado para atuar na Seleção
Parintinense de Futebol. Segundo ele, não conquistou títulos perla seleção e
ainda perdeu uma decisão do intermunicipal dentro do estádio Tupyzão para a
seleção de Manicoré, com um gol marcado pelo jogador Glaedson. Por fim,
retornou a equipe do Sul América onde encerrou sua trajetória de jogador da
primeira divisão do futebol de Parintins, foram ao todo 19 anos defendendo o time
do coração.
Momentos
marcantes
O jogo entre Flamengo do Rio de Janeiro e
Seleção Parintinense foi um momento marcante para Nilo Filho, nesta partida ele
conheceu jogadores como: Piá, Alcindo, Gaúcho, Zinho, André Cruz, Zé Carlos,
Fernando e Djalminha. Nilo lembra que nesta partida houveram muitos lances
inesquecíveis; uma delas foi uma jogada com o jogador Maguila. “Ele deu um
banho no André, jogador do Flamengo, quando o Maguila recebeu a bola o André
veio rápido e com o peito Maguila jogou por cima dele, foi um lance lindo
porque os jogadores do Flamengo eram grandes (alta estatura). Outra jogada
marcante foi o lance do Zinho do Flamengo quando fez uma jogada pela linha de
fundo, ele driblou o Jeferson da Seleção Parintinense de depois me deu o corte
e ficou sozinho com o Messias (zagueiro), Zinho pedalou na frente dele e entrou
na área, caiu e ganhou pênalti, o Gaúcho bateu e fez o gol, o goleiro era o
Ray, ele nem viu a bola passa e placar do jogo foi 1 a 0, esses momentos foram
marcantes”, destaca.
Nas conquistas na Ilha, Nilo Gama destaca como
marcantes as conquistas do Super campeonato pelo Sul América em 1993,
Bicampeonato pelo Esporte Clube em cima do Sul América “Marquei o gol do título
e quando andava na rua o torcedor do Sul América me xingava, e quase me
agrediam e diziam para mim: “Pô sendo você sulamericano, você ainda marca o
gol”. Como jogador estava mesmo honrado com o compromisso na equipe na qual
estava defendendo”, comenta.
Futebol da
época
Para Nilo Filho, antes para um jogador ser
titular e atuar em uma equipe o atleta tinha que ser bom, se não fosse teria
que esforça-se muito para conquistar espaço. O trabalho dos jogadores era sério
e todos tinham que estar bem preparados fisicamente para uma partida, não
interessava se o jogo era com uma equipe grande ou pequena. O Ex-Craque também
revela que o compromisso com a primeira divisão era fundamental para a
valorização do atleta. “Nós jogávamos somente na equipe a qual éramos
inscritos, não ficávamos jogando peladas por aí, jogador do nosso tempo só era
visto no estádio e nos treinamentos, por isso, o torcedor ia ao estádio
prestigiar os atletas torcer pelos seus times” descreve Nilo.
Para ele, atualmente os atletas são conhecidos
peladeiros estão em todos os campos disputando competições, “Se tem um
campeonato de bairro lá estão, uma copa de futsal lá estão também”, Desta forma
o ex-jogador acredita que será difícil resgatar o futebol e fazer com que os
torcedores voltem ao estádio e os prestigiem. Nilo ainda não abandonou o futebol
e sempre que pode joga pela equipe Master e diz que o preparo físico o ajuda a
estar bem com a vida.
Por Nelselino Santarém
Postado: Em 2015, Jornal Novo Horizonte







