Geraldo
Alípio de Oliveira Silva é o craque desta edição, nascido em 01 de abril de
1949, na Rua Paz de Andrade, nº 2472, Centro de Parintins. Estudou em Manaus na
Escola Agrícola, depois retornou a Ilha Tupinambarana e estudou o ginásio no Colégio
Batista e depois cursou o técnico no Colégio Nossa Senhora do Carmo, é também
formado em Educação Física pela UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).
Trabalhou por vários anos como professor de Educação Física, e agora está aposentado
por tempo de serviço e reside na Rua Alcioli Teixeira, bairro de São Vicente de
Paulo. Geraldo casou-se aos 23 anos de idade e do primeiro relacionamento teve
um casal de filhos (Sandro de Oliveira Silva e Sinatra de Oliveira Silva).
Atualmente está casado com dona Aldeney Cardoso Nunes e juntos têm um filho
(homem).
O Começo
Iniciou
no esporte quando tinha 14 anos de idade no juvenil do Sul América, mesmo sendo
jovem caprichava nos treinamentos e nos jogos em que era convocado e tempo
depois foi garantindo vaga no time principal. Aos 16 anos viajou para Manaus
onde estudava na Escola Agrícola, e assim que o time precisava para fazer parte
da equipe a diretoria mandava lhe buscar na capital e depois retornava para
continuar os estudos. Terminado os estudos na capital retornou a Parintins e
passou a atuar como zagueiro titular no clube “Leão Azul” da cidade.
As Conquistas
Como
jogador passou 14 anos defendendo o Sul América e durante esse período
conquistou nove títulos pelo clube. “A maior parte desses títulos conquistados
sempre foram diante a equipe do Amazonas, as decisões sempre eram entre as duas
equipes, às vezes o Sul América ganhava outra era o Amazonas”, comenta.
Conquistou
também três títulos Intermunicipais jogando pela Seleção Parintinense de Futebol:
um título conquistado em Itacoatiara e dois em Manaus. Devido sua boa atuação
na seleção, em uma decisão no estádio Vivaldo Lima na capital, foi convidado a
jogar pelo time do Rodoviário, atendendo o convite do treinador Didéo Garcia.
No novo clube permaneceu por um ano, mas não conquistou títulos. O ex-jogador
por várias vezes foi destaque na imprensa por sua atuação em jogos. Ele também
lembra de alguns jogadores que fizeram parte do time de suas conquistas como:
Jorge Canal, Alan, Aldary, Pena, Dias (falecido), Zulanca, entre outros.
Momentos Marcantes
Para
o ex-jogador foram vários os momentos marcantes na sua trajetória do futebol,
principalmente quando o time em que jogava derrotava seu principal adversário em
uma decisão, a equipe do Amazonas. “Outro momento no futebol foi quando fomos
decidir o título do intermunicipal em Itacoatiara, nossa seleção jogou e venceu
a seleção da casa nas cobranças de penalidades. A torcida invadiu o campo, o
prefeito de Parintins da época Benedito Azedo, que acompanhava o time recebeu
um tijolada na cabeça, cortando-o o couro cabeludo, lançada por um torcedor de
Itacoatiara. Nós saímos correndo do campo, deixamos tudo pra lá, prêmio de
campeão e outros que era para a nossa seleção receber. Chegamos em Parintins e
fomos recebidos com festa pelos torcedores que nos aguardavam no porto, ai sim
fomos comemorar o título”, lembra Geraldo.
Futebol da época
Geraldo
descreve o futebol de sua época bastante competitivo, segundo ele os jogadores
não recebiam dinheiro para jogar, jogavam porque tinham amor ao futebol. Havia
interesse por parte dos jogadores daquele tempo e a preparação era intensa.
“Tínhamos dois dias de treino e nos outros dias era só preparo físico. Era
preciso estar bem preparado para as partidas, na decisão às vezes era preciso
se esconder para se concentrar visando os jogos e a relação com a torcida era
muito boa, principalmente quando o time estava bem”, destaca.
Futebol hoje
Desde
que deixou de jogar futebol não acompanha o esporte na Ilha, abandonou o
futebol daqui por vários motivos, ele relaciona alguns como, por exemplo: a
molecagem de alguns atletas que se vendiam por valores insignificantes que só
prejudicava o jogador. Ele, afirma ainda que hoje o jovem não se interessa mais
nos treinamentos, não levam a sério o preparo físico que é essencial para que o
atleta fique preparado para atuar em um jogo e se ocupam mais em bebidas e uso
de drogas. “Hoje o jovem não quer nada, acho que o esporte leva muito o ser
humano pra cima quando ele e dedicado fica conhecido pelas pessoas e ganha
respeito”, comenta.
Segundo
Geraldo para que o futebol volte a fazer parte da vida do parintinense é
preciso apoio, tanto por parte de empresários como de governo. Ele assegura
também que o número de equipes no campeonato deveria ser pelo menos oito
equipes para não acontecer como aconteceu com a equipe do Nacional que recentemente
deu vexame na Copa Incentivo de futebol por falta de jogadores.
Depois do futebol
Geraldo
após parar de jogar treinou uma temporada a equipe do Sul América, segundo ele
por um curto período. O trabalho que sempre desenvolveu nas equipes de futebol
foi de preparador físico, por ser formado em Educação Física.
Por: Nelselino Santarem
Edição: Jornalista Ednilson Maciel
Fotos: Arquivo pessoal
Publicado: Em 2014, Jornal Novo Horizonte

