Alepin não foi notificada para eleição que elegeu novo presidente da FAF e atual diretoria da federação não reconhece pleito

Federação tem assembleia agendada para nova eleição em setembro de 2022

Foto | Divulgação

Após a divulgação da eleição que elegeu o empresário Ednailson Rozenha como novo presidente da Federação Amazonense de Futebol FAF realizada na manhã desta segunda-feira (04/07), na sede do Tribunal de Justiça Desportivo do Amazonas (TJDAM), o presidente da Associação Liga Esportiva Parintins (ALEPIN), Cleandro Fontenelle se manifestou sobre o argumento apresentado pelos novos eleitos de que “Apenas os representantes do município de Parintins eram contrários, mas não se fizeram presentes”. Segundo Cleandro Fontenelle, em nenhum momento a comissão eleitoral que presidiu a eleição ou seus representantes enviaram convocação para a (ALEPIN), participar do pleito.


Fiquei surpreso com a informação de que houve uma eleição para escolha de um novo presidente da Federação, nesta segunda-feira. Em nenhum momento fui informado ou comunicado do edital da eleição realizada no dia de hoje, por isso, não cabe a eles dizerem que Parintins foi contra e por isso, não compareceu ao pleito. Eu não me manifestei nem por A ou por B, acho que o voto é secreto e cabe cada pessoa decidir o que é melhor para o futebol amazonense – destacou o presidente da entidade máxima do futebol parintinense.


Ainda de segundo Cleandro, desde que assumiu a presidência da ALEPIN, ainda não faltou a nenhuma assembleia, promovida pela FAF e que o objetivo de estar presente, sempre foi e será à busca do fortalecimento do futebol parimtinense. Por fim, Cleandro enfatizou que a Alepin estará presente na assembleia marcada para o dia 23 de setembro deste ano, onde ocorrerá na legalidade à eleição para a escolha da nova diretoria da Federação Amazonense de Futebol. 


O que diz o presidente FAF


Em contato com o presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Dr. Pedro Augusto, o mesmo enfatizou que não reconhece a eleição promovida na data desta segunda-feira (04/07), destacando algumas ilegalidades. De acordo com o presidente da FAF, os candidatos e os componentes da chapa quando solicitaram a inscrição na sexta feira, alegaram que o fariam porque segundo eles, todas as ações já haviam sido julgadas, principalmente a da 2ª Vara Cível, do Dr. Roberto Santos Taketomi, que de fato sentenciou o processo.  Mas segundo o presidente não poderia, uma vez que, há ainda dois recursos de agravos no tribunal de justiça que carecem de julgamento.


 “Há ainda dois recursos de agravos no tribunal de justiça que carecem de julgamento e, um deles que é o principal foi o que a Dra. Vânia Marques, Desembargadora proferiu uma liminar, suspendendo os efeitos, de uma decisão do Juiz de Direito Taketomi, então o juiz não poderia ter julgado o mérito da ação, antes que houvesse o julgamento do agravo de instrumento. A desembargadora determinou que a assembleia anteriormente marcada fosse suspensa bem como qualquer outra assembleia, que viesse a publicar. Como publicaram no dia 04 de julho, não tem valia. No documento enviado à federação os membros alegam está tudo julgado. Porém a orientação é que se faça uma consulta no site do TJ e procurar Consulta de Primeiro Grau, o nome da FAF vai aparecer o processo do Juiz Taketomi e depois consultar o Segundo Grau que vai aparecer os dois agravos que tem como relator o Desembargador Pascarelle e vão ver que esta tudo lá, e por isso, não poderia ter essa assembleia”, explica Pedro Augusto.


Outro ponto citado pelo presidente da FAF, é que as próprias ligas entraram como uma ação na 2ª Vara Cível conexa com a da federação pleiteando a anulação da assembleia de 23 de setembro. O presidente questiona qual a lógica de entrar com uma ação para cancelar a assembleia de setembro, se ela própria faz em julho.


No processo 660 no principal está anexo a essa ação pendente, uma ação delas que sequer foi despachada pelo Juiz Taketomi e qual seria o procedimento? Citar se o processo tivesse irregular para a federação se defender. Então não tem lógica, quem quer fazer uma assembleia em julho, entrar como uma ação para anular a de setembro. Ora! ou eu faço em julho entendo que tenho poder para fazer isso, ou não faço e espero setembro – comenta o presidente da FAF.


Perguntado se outros membros têm direito de fazer uma assembleia sem a diretoria da federação, Pedro Augusto assegurou que sim, explicando que eles só poderiam requerer a assembleia se tivesse um motivo a justificar que por sua vez, segundo o presidente, não houve. 


“O direito é quando o detentor do direito principal, não exerce por omissão ou prevaricação o cargo e isso não acontece. A FAF têm uma administração, têm uma condução e está com suas atividades em pleno funcionamento. Estamos com competições sendo realizadas no Sub-09, Sub-19, o Campeonato Feminino a Série B vai iniciar, a Copa dos Rios e outras atividades que estão no calendários publicados e não são levadas em contas por alguns membros”, finaliza. 


Por | ns esportegol 

Tags

Postar um comentário

0 Comentários
* Please Don't Spam Here. All the Comments are Reviewed by Admin.