Mauesense que iniciou sua trajetória em um campinho construído pelo pai em frente sua residência.
Conheça a história no esporte de Tereza Silva (27), Mauesense que iniciou sua trajetória em um campinho construído pelo pai em frente sua residência. Aos 10 anos de idade, já mostrava habilidade com a bola, jogando no meios de outros adolescentes e até mesmo no meio dos adultos.
Tereza Silva é a mauesense que está brilhando no Campeonato Brasileiro Feminino Série A2, jogando pela equipe JC de Itacoatiara do Amazonas. Tereza tem como grande incentivador o próprio pai, que ao perceber que a filha gostava de esporte, principalmente de futebol, logo fez um campo em frente à sua casa. Segundo a jogadora, toda tarde brincava com os vizinhos da rua e era aquela alegria e desde então, já mostrava habilidade no meio dos grandes. Tereza sempre foi apaixonada pelo esporte.
Aos 10 anos de idade já treinava atletismo na escola, aos 12 anos começou a jogar pelo jogos escolares, desde então não parei mais, jogava futsal, em seguida surgiu o convite para jogar futebol de campo e eu arrebentava
Quais equipes você jogou antes de chegar ao JC Itacoatiara?
Foram muitas equipes por onde passei, destaco os campeonatos mais disputados que participei, em Maués joguei pelo Grêmio, onde fui campeã na disputa no estádio local. Pelo “Toca Esporte” e “Waraná” fomos campeãs do Campeonato de Futsal do Ginásio P. Leão Martinelli, e ainda participei de outros campeonatos de “Peladão” também me consagrando campeã representando o Waraná.
Tive passagem por Boa Vista do Ramos onde atuei pelo time “Pantera Negra” carregando dois títulos por lá, tanto em futsal quando em campo.
No auge da carreira surgiu o convite para participar da Copa Alvorada em Parintins, um dos campeonatos mais falado em toda região, e o desafio foi aceito e eu fui jogar no time “As Santistas” comandada pela minha amiga Janda Portilho, Timóteo e Bosco, como são conhecidos. Ha muitos times na competição, por isso, com investimentos altos nos consagramos campeãs. Desde que comecei a fazer do time As Santistas, foram 3 títulos consecutivos, somos Tricampeãs.
Como surgiu o convite para jogar no JC?
Surgiu o convite para jogar em Itacoatiara cidade da “pedra pintada” no campeonato itacoatiarense disputando no estádio Floro de Mendonça, defendi a camisa azul e branca do São Raimundo time de tradição, com 31 anos de histórias e muitos títulos conquistados, nesta disputa tiveram vários times na competição, mas o título veio campeão em 2019. Depois achando que já ia voltar para casa surgiu o convite para jogar o Campeonato Amazonense em Manaus pelo time “LIDA” de Itacoatiara, batemos na trave ficamos entre os três melhores e, somente o campeão teria acesso ao Brasileiro Série A2.
Em seguida ano de 2020,
um novo elenco foi montado pelo empresário João Carlos, cujo tinha como sonho montar
um time para disputar o Campeonato Amazonense e, consequentemente conquistar a
vaga para a Série A2, do Brasileiro. A
diretoria reuniu e começaram a montar o elenco, fui chamada para o clube, treinamos
pesado para chegar ao nosso objetivo maior o título. Com quatro times na
competição: 3B, Recanto da Criança, Rio Negro e JC FC, as disputas eram
acirradas claro que tinham os favoritos.
O foco nos treinos e a vontade de ser campeão os favoritos se tornaram pequenos para nós , jogamos d igual pra igual até chegar os dois melhores e decidir quem seria o campeão, com a paralização da pandemia a final foi adiada sem data definida , ficamos parada nada para fazer apenas se cuidar e ficar em casa , com data marcada p final do campeonato amazonense tivemos duas semanas de treino e no dia 20 de março 2021, na arena da Amazônia jogamos de igual para igual, com 90 minutos de jogo limpo, levamos para os pênaltis e nos tornamos o mais novo Campeão representando a cidade de Itacoatiara, como prêmio maior ganhamos uma vaga para Série A2 do Brasileiro.
Como está sendo esta nova fase sua, jogando num clube que está disputando o brasileirão?
Essa fase é a melhor, estou conseguindo desenvolver o meu futebol e acreditar que posso ir muito mais além, ser vista através de uma transmissão pelo brasileiro é se sentir vitoriosa só por ter chegado até aqui. Pretendo ir mais longe se Deus me permitir.
Como é a sua relação de com outras jogadoras e comissão técnica dentro do clube?
A nossa relação é de acolhimento, cumplicidade e união. Cada uma de nós atletas viemos de outras cidades representar o time JC com muita vontade de conseguir o título do Brasileiro A2.
Preparação
Meu preparo físico vem sendo muito puxado treino pela manhã, no horário de 08:30 às 11:00 horas e pela tarde das 15:00 às 17:00 horas, alternado a intensidade na academia, trabalhando bolas paradas, faltas ensaiadas e também o principal o nosso físico.
Como é
ser de Maués e poder levar o nome de sua cidade ao cenário do futebol?
Representar Maués é um orgulho para mim, pois foi onde eu cresci e fui admirando o esporte a cada fase da minha vida. Cresci no interior próximo a comunidade do Pupunhal na estrada da Safrita km 16, está aqui hoje é uma realização de um sonho graças à Deus.
Conquistas marcantes até o momento, seja no futebol ou futsal?
Conquistar títulos é o que todo atleta almeja e no meu caso não é diferente, quando coloco uma medalha no pescoço de campeã é a sensação de que todo o meu esforço e dedicação valeu à pena e quando se ganha do time adversário, que se tem rivalidade aí a vitória é muito mais saborosa.
Qual palavra de incentivo que você dá para as meninas que almejam trilhar no futebol?
Lógico que é não desistir
e se dedicar bastante, mostrar que é capaz de vencer cada obstáculo em seu
caminho, comecei nova no futebol demorou, mas hoje, estou aqui sempre
procurando melhorar e me dedicar ao meu sonho, hoje estou aqui firme e forte,
realizando um sonho e almejo chegar ainda mais longe se Deus assim permitir.
Entrevista: 05 de junho 2021
Por | Nelselino Santarém
Equipe: nseportegol.com
Foto: Arquivo pessoal




