Como jogador Carlão foi campeão pelo
Amazonas, como treinador venceu pelo Sul América e mostrou o futebol de
Parintins para o Amazonas com o tri da Copa dos Rios.
O menino de 16 anos sem muita ginga, tranquilo, e apaixonado por futebol se tornou um dos grandes nomes da luta pelo esporte parintinense seja a modalidade que for. Carlos Eduardo Meirelles Pinheiro, 51, começou a jogar futebol aos 16 anos pelo Estrela do Norte. Sua carreira foi curta, mas sua trajetória e a história são destaques desta edição da coluna “Grandes Craques”.
Torcedor do Sul América, ele jogou dos 16 aos 22 anos, sua carreira foi meteórica, o abandono dos gramados foi por conta de uma contusão. “Comecei no Estrela com grandes craques como Nilo Gama, Cara Branca, Sacaí que jogou no Peñarol e o Dias, quero dizer que aprender com essas pessoas foi muito importante pra mim como desportista”, conta.
Ele compara que na época não existia toda a tecnologia e as informações que os atletas dispõem. “Na época era tudo o que Deus dava”, comenta. Depois de sair do Estrela, Carlinho, como era conhecido na época, fim da década de 1970, passou a integrar o elenco do União do Miriti, coordenado pela Família Faria.
No Nacional, o ex-atleta vivenciou momentos importantes de sua carreira, pois a posição de zagueiro não era tão destacada entre a mídia e os torcedores, entretanto, foi na equipe tricolor que ele se tornou o “Zagueiro artilheiro”. “Fui artilheiro do time em 84, fomos campeões do primeiro turno e infelizmente eu lesionei e encerrei minha carreira 1985 com título jogando ao lado do Carneirão, um grande craque, com Naka e o Carneirinho”, lembra.
Meirelles, assumiu em 2015 a presidência da Associação
Liga Esportiva de Parintins (ALEPIN) e teve como missão o resgate do futebol
parintinense.
Treinador
A década de 90 começa com uma guinada na vida de Carlos Meirelles, agora chamado de “Carlão”. De cara comandou a Seleção Parintinense de Futebol por 10 anos, iniciando os anos dourados do Futebol local quando a Ilha Tupinambarana foi tricampeã da Copa dos Rios. Apesar de vivenciar o momento importante para sua carreira o ex-jogador foi chamado para completar o elenco da equipe do Santos. Era 1990 faltaram jogadores para completar o time em uma das partidas e lá foi Carlos Meirelles quebrar o galho depois de ter pendurado as chuteiras. “Faltou jogador eu era treinador do Santos e eu tive que entrar. Fui atuar como zagueiro. Batia todas as faltas marquei três gols e ainda consegui dar algumas vitórias e evitar o Santos de derrotas para grandes equipes”, revela em meio ao disfarçado sorriso.
Como treinador do Sul América em 1993, ele foi super campeão. O Leão Azul, presidido por Lucenir Góes, venceu o torneio início, os três turnos programados e o campeonato. “Tínhamos uma grande equipe como Marinho, Caçapava, Nilo Filho e o ex-vice prefeito Messias Cursino e esse título me marcou muito”, destaca.
Já da década de 2000, o professor Carlos Meirelles
assumiu os microfones de principal comentarista da Equipe de Esporte do Sistema
Alvorada de Comunicação. De espírito guerreiro o desportista é um dos grandes
exemplos de honestidade. Para ele o dinheiro não fala mais alto, pois o amor e
a paixão pelo esporte lhe fazem voluntário do desporto e que segundo ele era o
segredo do sucesso das equipes e do futebol parintinense. “Eu só tenho saudade
de umas pessoas que iam para a beira do campo nos incentivar a jogar. Não
esqueço o seu Moacir Farias torcedor do Nacional, os pais do Eldiney Teixeira
que ficavam na beira do campo. Torcedores do Nacional que quando a gente fazia
gol corria para abraçá-los, eles nos abraçavam e colocavam dinheiro no cós do
calção como pagamento da alegria que estávamos dando para eles. Mas nós íamos
treinar porque gostávamos do futebol. Essa gratuidade se deve muito ao prazer
de jogar futebol e eu espero que os jovens de hoje tenham o prazer de jogar futebol
e não ir somente pelo dinheiro”, finalizou.
Por: nsportegol.com
Postado em 2015, em NH - Texto Carlos Alexandre

