Aureliano
da Silva, conhecido por Lelé, apelido que recebeu das torcedoras que iam ao
estádio, nasceu no dia 16 de junho de 1936, em Parintins. Reside a Rua Governador
Leopoldo Neves, Centro. Estudou até a terceira serie no “Grupo Araújo Filho”, casou-se
e tem quatro filhos. Hoje está com 78 anos e está viúvo.
Começo
Iniciou
sua trajetória no futebol aos 16 anos no clube do coração, Amazonas Esporte
Clube. Seu Aureliano não tem na lembrança quantos anos jogou pelo clube. Durante
a vida no esporte viajou para o estado do Pará, onde foi fazer teste no São
Raimundo e São Francisco de Santarém e permaneceu por pouco tempo naquele
estado. O mesmo, não se deu bem com os trabalhos nos clubes santarenos e retornou
a Parintins, voltando para o único clube que jogou o Amazonas.
Conquista
Durante o
tempo que atuou pelo Rubro Negro parintinense conquistou quatro títulos. Segundo
o jogador, todos foram contra o Sul América. “Fomos campeão em um ano,
bicampeão e tricampeão direto e depois veio o quarto título”, destacou
Aureliano.
Marcante
“O momento
marcante pra mim foi a conquista do bi e tricampeonato nos anos de 56 e 57. Na
época tínhamos uma grande equipe, todos jogavam um futebol brilhante e um lance que marcou minha vida também foi em uma
partida em uma jogada com o jogador chamado “Cara Branca” Eu joguei a bola pra
dentro da área, ele dominou no peito rolou pra mim e eu com a perna esquerda
fiz o gol, o gol da vitória e fomos campeões”, lembra o atleta.
Futebol da época
“O futebol
no meu tempo era bom, precisava ver como ficava o estádio. Às vezes tinham que
parar a venda de ingressos porque não havia lugar para comportar as pessoas Ficava
gente do lado de fora porque não havia lugar. O futebol era prestigiado por
todos, os atletas jogavam com amor pelo clube e isso fazia com que as pessoas
lotassem o estádio, principalmente nos grandes clássico”, disse, nostálgico, Lelé.
Amigos
Em toda
carreira tem sempre os que marcam, para seu Aureliano durante a carreira de
jogador os amigos que estão na lembrança são: Boda, Passa Fome, Nilo Gama e
irmão de Nilo. “Todos esses jogavam um bolão de couro bonito”, lembra Lelé.
Futebol Hoje
O futebol
hoje na opinião de Lelé caiu muito. Segundo ele, hoje as equipes não se
interessam mais como no passado e os atletas não jogam com vontade e amor pelo
clube. Antes, conta o ex-jogador, as diretorias davam apoio ao jogador. Estavam
sempre acompanhando e os atletas também faziam sua parte, não esperava só a
hora do treino para fazer exercício físico. “Eu acredito que tem tudo pra
voltar o futebol parintinense. Tem muitos jovens bons de bola. Eu sempre vou ao
campo da Radio Alvorada e vejo muitos jovens por lá que tem talento basta
trabalhar bem eles e lançar no futebol”, finalizou.
Desejo
Seu
Aureliano, agora com 78 anos, depois de prestar serviço como jogador durante
toda sua juventude, tem um desejo que é permanecer com seus filhos até o final
da vida dele.
Por: Nelselino Santarem
Postado: Em 2014, Jornal Novo Horizonte
Entrevistado: Não tem fotos que relembrem sua trajetória no esporte.


